Pico do Tabuleiro: o ponto mais alto da Grande Florianópolis

Pico do Tabuleiro: o ponto mais alto da Grande Florianópolis

Todo mundo que passa pela BR-101 ou pela BR-282 na Grande Florianópolis tem como companhia um grande morro no horizonte a Oeste: o Pico do Tabuleiro. E com certeza, qualquer bom trilheiro logo pensa sobre como se chega lá em cima, quanto tempo demora, qual é a trilha que leva. E podemos garantir, a caminhada é longa, mas vale muito a pena.

A trilha mais conhecida para o Pico do Tabuleiro começa em Santo Amaro da Imperatriz, mas há outros caminhos que partem de São Bonifácio. Os dois caminhos se completam em um percurso de 2 noites de acampamento chamado a Travessia da Serra do Tabuleiro. Nesse conteúdo vamos apresentar todos os detalhes da trilha que parte de Santo Amaro é muito usado para bate-volta de um dia de treking.

O Pico do Tabuleiro tem 1240 metro de altitude é o ponto mais alto da Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que pertence à região da Grande Florianópolis. O cume, em formato de mesa, pode ser visto de toda capital catarinense e ficou muito famoso com a neve sobre Serra do Tabuleiro em 2013.

Com tanta altitude, a montanha garante uma paisagem privilegiada do seu topo. É possível realizar um 360 e observar toda a Ilha de de Santa Catarina e o Morro do Cambirela. Também é possível ver grande parte da Serra Geral e em dia mais abertos pode-se distinguir os cumes do Morro da Igreja, em Urubici, e Morro da Boa Vista, em Rancho Queimado

A Trilha do Pico do Tabuleiro

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O começo da trilha

A trilha começa em Santo Amaro da Imperatriz, na rua Princesa Leopoldina. Sugestão é estacionar o carro em um recuo, praticamente em frente o Café do Tabuleiro. Depois, basta seguir rua acima até a parada de ônibus e logo subir uma rua menor à direita. Logo chega-se a um pequeno bambuzal e em seguida a uma cerca elétrica, também à direita. Cruze o caminho e siga pela trilha.

Atenção. A única bifurcação da trilha é logo no começo. Após cerca de 15 minutos de caminhada, mais especificamente a 253 metros de altitude. É preciso sair do caminho que parece o principal e pegar à esquerda. Depois disso basta seguir a trilha.

A trilha do Pico do Tabuleiro tem seu início mais inclinado que o restante, o que logo exige um pouco de fôlego. Passa por um banhado e um riacho e segue esse ritmo até os 2,5 quilômetros de subida.

Trilha segue pela mata com vistas esporádicas do cume

A partir de dos 600 metros de altitude, a trilha se torna menos inclinada, mas de uma subida constante.Esse trecho cruzará por uma mata repleta de bambus – em predominância o bambu-amarelo ou bambuzinho de jardim – com folhas pequenas e finas. Porém essa planta atinge alturas consideráveis e termina por bloquear a trilha em diversos momentos. Vestir calças e uma camiseta de manga longa é fundamental para evitar arranhões e dar mais conforto na caminhada.

Ressaltamos. Na ida você até se incomoda menos com a trilha repleta de bambus. Mas na volta, já cansado e embalado pelo ritmo da descida, sem proteção nos braços é bastante irritante ser arranhado constantemente. Por isso a recomendação de mangas cumpridas nos braços. Essa vegetação te acompanha por aproximadamente 3 quilômetros, até a altura dos 1000 metros.

Ao longo desse momento, por pelo menos 3 vezes será possível visualizar o cume. Caminhando sempre sob a vegetação, se torna até interessante a experiência de perceber que se chega cada vez mais perto do cume, clareira após clareira. Gera um certo entusiasmo à medida que percebe-se o quanto a montanha é alta.

Escalaminhada e planalto acima dos 1000 metros

O trecho final da trilha do Pico do Tabuleiro é um curta e íngreme escalaminhada entre a mata com solo bastante úmido. Em nenhum momento é necessário o uso de cordas, apenas atenção para seguir entre as raízes e pedras. Por fim, a mata se abre em campos de altitude e já possível aproveitar a bela paisagem do ponto mais alto da Grande Florianópolis.

No topo do Pico do Tabuleiro a vegetação é rasa – tipicamente campo de altitude. Mas o solo acumula muita água e se torna uma espécie de charco, com diversas poças em alguns lugares. O ponto mais alto desse pequeno planalto fica a exatos 500 metros após a mata se abrir. É uma caminhada gostosa e praticamente plana sobre o teto da Serra do Tabuleiro.

Sugestão: explore todo o planalto. Na parte Sul é possível ver melhor a Serra Geral, outros morros de verde estonteante. Vale a pena sentar sobre uma pedra, fazer um lanche e ficar ouvindo o vento frio de montanha a sussurrar.

A volta pela trilha

Após o clímax de chegar ao topo do Pico do Tabuleiro , a volta não é muito empolgante. Principalmente com o trecho de bambus a te arranhar. Mas pelo fato de ser pouco inclinada, a trilha permite andar em passo acelerado, no embalo da descida. Por fim, retorna-se de forma bastante ágil.

Confira o percurso completo da Trilha do Pico do Tabuleiro no Wikiloc. Essa trilha foi realizada no dia 24 de março de 2019.

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Acampar no topo da montanha

É bastante comum encontrar aventureiros que se organizam para acampar no topo do Pico do Tabuleiro. Neste caso programa-se para percorrer a trilha com mais tempo e mais devagar. Lembre-se de levar consigo todo o equipamento necessário, e de trazê-lo de volta. E em hipótese alguma, faça uma fogueira. A área é um parque ambiental, portanto evite riscos e preserve.

Porém, vale o alerta de que não há pontos abrigados do vento no topo. É uma área de campo aberto, com apenas uma moita mais alta. Além disso, as temperaturas costumam cair bastante à noite, e principalmente no inverno é comum encontrar temperaturas negativas.

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

Criado em 1975, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação ambiental de Santa Catarina. Com 84 mil hectares, o parque está distribuído por 8 municípios catarinenses e é responsável pela reserva hídrica de água potável da Grande Florianópolis. Entre os Rio mais importantes estão o Rio da Madre, o Rio Cubatão e o Rio Massiambu.

O parque envolve áreas desde o litoral catarinense até a Serra do Tabuleiro e por isso abrange diferente ecossistemas da mata-atlântica. Desde a Restinga e Manguezal próximos ao mar, às Florestas de Encosta, Araucária entre os morros. Por fim há ainda os Campos de Altitude que cobre o topo dos morros, como no Pico do Tabuleiro.

Dicas para a trilha do Pico do Tabuleiro

1 - Comida

A trilha para o Pico do Tabuleiro é longa. Ida e volta somam 13 quilômetros. Então, é bem importante ir preparado com diversos lanches. Algumas frutas, algum pão (carboidrato), sanduíche, barras de cereal. Comidas leves e que possam ser consumidas ao longo da trilha e nas horas no cume. E lembre-se, leve as cascas das frutas com você. É lixo assim como os demais plásticos.

2 - Água

Leve cerca de 2 a 3 litros de água. No início da trilha há um pequeno córrego com água potável, mas é muito cedo para encher qualquer cantil ou garrafa. Você passará a maior parte do tempo dependendo apenas da água que levou consigo. E caminhar morro acima dá sede.

3 - Calçado/tênis

Tênis de treking é fundamental. Privilegie aquele já mais batido e amaciado pois a caminhada é longa e isso evitará calos ou bolhas. É comum trecho com banhado, e tênis pouco resistentes a infiltração ficarão facilmente encharcados. Mas, por outro lado, calçados pesados, grande e totalmente impermeáveis não são necessários.

4 - O que vestir na trilha

Calça e camisa de manga longa são ítens obrigatórios. Há muito mato alto tanto quanto um adulto e essa mata bate constantemente nos braços e rosto. Leve também uma jaqueta, de preferência que bloqueie o vento. No topo do Pico do Tabuleiro costuma ventar e ser muito mais frio.

5 - Programa-se

Calça e camisa de manga longa são ítens obrigatórios. Há muito mato alto tanto quanto um adulto e essa mata bate constantemente nos braços e rosto. Leve também uma jaqueta, de preferência que bloqueie o vento. No topo do Pico do Tabuleiro costuma ventar e ser muito mais frio.

6 - Melhor época para ir no Pico do Tabuleiro

Evite o verão entre dezembro e fevereiro. Muito calor e risco de encontrar animais peçonhentos. Outono e Primavera tendem a ser mais amenos e confortáveis. Enquanto o inverno, principalmente no cume a 1240 metros de altitude, é certeza de pegar temperaturas abaixo de 10ºC

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