Mergulho na Ilha do Arvoredo é experiência obrigatória em SC

Mergulhar na Ilha do Arvoredo em Santa Catarina é com certeza uma das experiências mais fantásticas do litoral catarinense. Enquanto submerso, vive-se um mundo completamente diferente que envolve muito mais que fauna e flora aquática. É um jeito novo de se movimentar, de respirar e de interagir com o ambiente.

A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

Em dias de céu claro e pouca maresia é fácil ver a Ilha do Arvoredo a partir do Litoral Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. A ilha está a 40 minutos de barco da praia da Cachoeira do Bom Jesus. E também é facilmente acessado a partir de Bombinhas, cidade mais ao Norte.

A Ilha do Arvoredo, junto com as ilhas de Galés, Deserta e do Calhau de São Pedro formam a Reserva Biológica (Rebio) Marinha Arvoredo. A reserva tem área total de 17,6 mil hectares e foi criada em 1990. Com exceção da costa Sul da Ilha do Arvoredo, onde pratica-se o mergulho, qualquer atividade turística na região é proibida. O Instituto Chico Mendes (ICMBIO) tem catalogado mais de 800 espécies marinhas e outras 400 terrestres que vivem na área. Um enorme paraíso ao Sul do Brasil

Reserva Ilha do Arvoredo
Divulgação ICMBIO

Como é mergulhar na Ilha do Arvoredo

As práticas de mergulho na Ilha do Arvoredo quase sempre são feitas na área chamada Saco do Capim. O nome, Capim, refere-se à vegetação rasa que predomina naquela parte da encosta. O restante da ilha predomina mata fechada e frondosa.

Há dois estilos básicos de mergulho: o que você fica na superfície e usa apenas uma máscara e snorkeling, ou o mergulho com cilindro de ar – que você permanece submerso durante toda a atividade. O mergulho com cilindro de ar é muito mais interessante e proporciona uma experiência muito mais intensa. Mas também é mais caro e exige mais atenção e preparo. Por isso, deve-se procurar companhias especializadas na prática da atividade.

A Ilha do Arvoredo pode proporcionar até 15m, eventualmente 18m, de visibilidade sob água. Mas a média é por volta dos 10 metros. Ainda que pouco, se comparado aos 50 metros de Fernando de Noronha, a experiência é incrível e pode-se observar muitos peixes, plantas e animais.

Entre o peixes mais comuns estão os marimbaus (Diplodu sargenteus), com cerca de dois palmos de comprimento cada. Sargentinhos (Abudefduf saxatilis) que tem listras escuras no dors. Donzela de rocas (Stegastes rocasensis) com tonalidades amarelas. Pijiricas(Kyphosus sp) azulados. Também há pequenos corais, que se fecham quando os tocamos, sobre grande parte das pedras no fundo do mar. Animais maiores como polvos e tartarugas também são comuns.

Cuidados com a prática do mergulho

Equalizar a pressão interna do corpo é o exercício mais importante e serve para adequar a pressão do organismo com a pressão atmosférica que aumenta conforme a profundidade. A cada 10 metros sob a água, soma-se 1 atmosfera de pressão e, portanto, o ar dentro do corpo ocupa menos espaço. A diferença de pressão pode causar rompimento da membrana timpânica, por exemplo. Sim, estamos falando da pelizinha que envolve o seu tímpano.

Para evitar esses tipos de problemas e não ter aquele incômodo de ouvido entupido, há um exercício clássico. Deve-se tentar soltar o ar pelo nariz, mantendo as narinas fechadas, a cada metro de imersão.

Na hora de voltar à superfície é preciso mais atenção. Mas a instrução adequada junto aos profissionais também ajuda a evitar problemas mais sérios. Mergulhadores descuidados podem sofrer com cefaléia (dor facial) ou embolia gasosa (entrada de bolhas de ar na corrente sanguínea). Também pode ocorrer a doença da descompressão, quando gases como o nitrogênio, já dissolvidos na corrente sanguínea, formam bolhas dentro dos tecidos). Tenso. Então, cuidado e busque profissionais para te ajudar.

Na subida, além de realizar a equalização a cada metro, deve-se expirar o máximo de ar inspirado sob a água. Da mesma forma que o volume do ar diminui quando mergulha, o volume irá aumentar na hora de emergir. Então atençãpo, pois isso pode gerar lesões nas vias respiratórias e pulmões.

Quem leva para mergulhar na Ilha do Arvoredo

A atividade Discover Scubba Diving, conhecida como batismo, custa cerca de R$ 200,00, depende da companhia de mergulho e da época do ano. No verão, quando as condições da água são melhores e a procura aumenta, os valores também são maiores. É importante procurar por companhias de mergulho que usem padrões internacionais de regulamentação, como o da Professional Association of DivingInstructors (PADI), National Association of Underwater Instructors (NAUI) ou Scuba Schools International (SSI).

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Divulgação Santur

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